A tecnologia passa a ser o centro das empresas
Muitos dos meus colegas estão desanimados, tristes e apavorados com a inteligência artificial. Mas a verdade é que ela torna possível que todos na empresa tenham um pezinho na tecnologia.
Tenho percebido no meu dia a dia que a tecnologia passou a ser o centro das empresas. Tudo passa pela tecnologia.
Mas isso vai demandar um pouquinho do trabalho sujo que sei que muitos dos meus colegas não têm vontade de fazer. Que é aquela parte de governança, recursos humanos, comunicação interpessoal — que nunca foi o forte da garotada do TI. Mas que agora passa a ser essencial para que quem lida com tecnologia possa liderar a próxima revolução industrial, que já está acontecendo.
Então a verdade é que as habilidades que dão dinheiro hoje, e que vão nos manter relevantes no mercado, são aquelas habilidades que a máquina não pode fazer:
- Transformar a incerteza em requisitos claros e reproduzíveis.
- Domar os sistemas não determinísticos.
- Orientar pessoas não técnicas.
- Explicar para stakeholders o que se deve e não se deve fazer.
- Dar-lhes autonomia para encontrar as próprias soluções digitais.
É o caminho. Para que nós, profissionais de tecnologia, estejamos no centro da próxima revolução industrial — e não à margem dela.